6 de junho de 2014

Silicones e o Gato por Lebre

Pasmem-se e recuem aqueles que vem à procura de um post sobre silicone no sentido de implantes e o seu significado ou relevância na aparência de quem os coloca. Este post nada tem a ver com implantes, mas sim com o uso de silicone na formulação de produtos de cosmética.

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Parece-me a mim que o uso de silicones nos cuidados de pele se está a tornar numa epidemia. Se inicialmente estavam presentes apenas nos primários, bases e cremes de rosto "anti rugas", porque enchem a ruga de forma a que esta pareça menos profunda, agora encontram-se também em tudo o que é creme: rosto, corpo, cabelo, nada escapa.

Os silicones são uma espécie de ilusionistas da pele. E se o seu uso nos primers é perfeitamente legitimo e, diria inclusive, desejável, pois o seu objectivo é aperfeiçoar a base onde a maquilhagem vai "assentar" criando uma tela uniforme. Nos cuidados de pele odeio aquela sensação de pele lisa logo após aplicar um creme mas, eu sei, devo ser das poucas mulheres com esta panca. 

Se tiver de partilhar algo neste post que seja isto: um creme que hidrate tem de deixar uma sensação colante na pele. 

Aquilo que a industria se apercebeu, bem para eles e mal para nós, é que as mulheres não gostam da sensação colante e por isso toca de criar cremes com "efeitos imediatos de preenchimento", "sensação de conforto" e "textura leve e aveludada"; o que trocando por miúdos = SILICONE.

Então mas qual é o mal de usar silicones nos produtos cosméticos? Não vem mal ao mundo, não vão morrer intoxicadas e a terra continuará a girar em torno do sol. Alias, o silicone cria uma barreira que retém a hidratação da pele (mas também a gordura produzida pela mesma) deixando penetrar as propriedades dos tratamentos em questão (por isso ser popular em seruns). 

Aquilo que me irrita não é o silicone ser usado como "veículo" para as propriedades dum produto mas sim ser usado como "camuflagem" daquilo que um produto devia fazer (imaginemos que optimizar a textura) e aquilo que efectivamente faz (preencher criar ilusão de pele lisa). É importante olhar para os ingredientes e perceber se o silicone está nos primeiros ingredientes, no meio ou no fim. Ou seja se é o ingrediente principal ou se tem apenas uma presença complementar as coisas boas como os óleos e as manteigas.

Resumindo o silicone está a permitir às marcas vender gato por lebre a custos baixos onde aquilo que interessa num creme é substituído por um ilusionista. O que acontece é: no fim do dia, depois de uma boa limpeza da pele, essencial sempre e com silicones ainda mais, os efeitos benéficos não estão lá e a pele está igual ou pior do que antes do produto em questão.

3 comentários:

  1. Dá cá um abraço! Eu detesto, mas detesto silicones em produtos de rosto, com pouquíssimas excepções (por exemplo aquelas cápsulas de Vitamina C da Una Brennan têm silicone mas a Make Down explicou-me que é para estabilizar a vitamina). Primers siliconados e outras coisas que tais provocam-me facilmente irritações na pele sensível, por isso são um grande "não". Já em produtos de cabelo até gosto bastante de alguns produtos com silicone mas lá está, o cabelo é matéria morta e a pele é matéria viva, isso faz uma grande diferença...

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  2. Absolutamente de acordo. Mesmo no que toca a primers, dispenso o silicone quase sempre.

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  3. Ai o orgulho que eu sinto <3 post magnífico Pinds :D

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